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"A verdadeira sabedoria para vivermos neste planeta, consiste em percebermos que este é um grande e frágil ser vivo, se pensarmos em relação a vastidão do Cosmos.

Cada planta e animal, faz parte de um complexo sistema de inter-relações onde a mais frágil das criaturas tem o seu papel para manter o equilíbrio e a vida na Terra.

Quando entendemos e assimilamos esta realidade para nossas vidas, tudo se torna compreensível, belo e sua interação com a natureza é plena."

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22 de setembro de 2020

APRENDENDO COM A ÁGUA

A água é um guia gentil e delicado para o que os taoístas e budistas chamavam de "modo de vida correto". Na história de Sidarta, o príncipe indiano que se tornou o Buda enquanto meditava embaixo da árvore Bodhi, um velho balseiro lhe ofereceu inspiração e profundo entendimento. O nome dele era Vasudeva. Esse balseiro tinha passado a vida toda transportando na sua balsa viajantes que queriam atravessar um rio e, durante esse tempo todo, observara os temperamentos e maneiras de pensar dessas pessoas. Vasudeva sugeriu gentilmente a Sidarta que ele prestasse atenção à água. Foi então que, na superfície espelhada, ele viu os rostos e as vozes de todas as pessoas que ele amava, à medida que se fundiam com o todo maior. Sidarta percebeu, assim, que o rio era o rio da Vida, compartilhado por todos os seres, que clamam os seus anseios, sofrimentos e alegrias à medida que o rio os acolhe em seu abraço. A água corre em direção a um objetivo, o mar, juntando-se a outros rios que afluem de todos os lados; e a água jorra da nascente e também cai das nuvens em forma de chuva. Essa constatação que tocou tão profundamente Sidarta levou-o à experiência da unidade, ou nirvana.
O propósito natural do rio é fluir para o mar e essa pode ser considerada uma metáfora da necessidade profunda que temos de nos conectar à fonte espiritual. O processo de meditação é comparado a um mergulho num oceano de paz, e os pensamentos são vistos como bolhas subindo à superfície da mente. Se o mar indica maturidade e experiência (sabedoria infinita), o seu extremo oposto é a nascente (energia infinita). A meditação sobre uma nascente pode ajudar você a recuperar o aspecto infantil e alegre do seu ser. O poço, com o seu simbolismo a meio-caminho entre o mar e a nascente, representa a sabedoria do inconsciente que pode vir, ou ser trazida, à tona e usada de modo apropriado - embora exista também uma forte conotação de cura mística.

Texto extraído do livro: Mandalas da Natureza
Autora: Lisa Tenzin-Dolma

9 de agosto de 2020

A ÁGUA

Cristal de Água formado através de palavras amorosas


A água é, por excelência, um veículo para condução e armazenamento de cargas magnéticas. Não por acaso, a maior parte da rede magnética planetária encontra-se nos mares e oceanos. Essa rede usa o manto líquido para transmutações de forças densas presentes na aura da Terra e atua profundamente no equilíbrio do planeta. Nesse processo, absorve, transforma e eleva os resquícios de tendências animais que a humanidade ainda manifesta. O elemento água é símbolo dessa rede. Está relacionado com o plano astral terrestre e com o corpo emocional do homem, corpo suscetível a paixões e impulsos que vibram em planos inferiores ao da mente. O elemento água exprime maleabilidade e adaptabilidade. Por seu intermédio chegam à vida concreta impulsos fundamentais para os seres humanos prepararem-se para etapas avançadas, nas quais poderão passar por verdadeiras transmutações. As características desse elemento - tangível e ao mesmo tempo fluido  - transformou-o em um dos símbolos do espaço infinito, a matriz universal. Tem como polaridade o fogo, elemento que qualifica a atual raça humana da superfície da Terra.
O poder renovador da água pode ser reconhecido até mesmo pelo que proporciona um banho após um dia exaustivo, efeito que é potencializado sob certas condições. Além de revitalizar a aura magnética do ser, por facilitar o relaxamento da sua rede etérica, a água possibilita a circulação de maior porcentual de energias curativas. Tratamentos à base de enemas, banhos de imersão e banhos em água corrente são bastante eficazes. Cada uma dessas técnicas tem características e atuação específicas.
Na água estão implícitas, entre outras qualidades, pureza, transparência e abundância, mas, se o indivíduo estiver polarizado nos níveis concretos e em aspectos materiais somente, pouco obterá dela ou de qualquer outro elemento que suponha servir-lhe de instrumento para a cura. Na verdade, a cura dá-se pela sintonia da vibração dos seus corpos com a da vida que os anima. Não é, portanto, a água em si que vivifica, cura ou purifica; é a abertura e a aspiração do indivíduo que permitem a certas energias permearem a água e fundirem-se nas do seu ser, elevando-o. As energias de três constelações zodiacais influem diretamente na alquimia processada no planeta Terra por meio desse elemento. Como o estado vibratório da água é um pouco mais elevado que o do elemento terra, ela capta aquilo que liga o ser humano às vibrações telúricas e libera-o assim para ingressar em níveis de consciência mais sutis. Hoje a maior parte das águas localizadas na superfície do planeta estão poluídas, mas sabe-se que uma nova água surgirá após a mudança da inclinação do eixo magnético da Terra. O centro intraterreno Aurora é um dos núcleos em que se dará essa renovação. As águas que emergirão na próxima etapa planetária terão qualidades superlativas de cura e suas emanações poderão até nutrir os corpos do homem.

Texto extraído do livro: Glossário Esotérico

5 de agosto de 2020

SOL


Astro-centro e fonte de vida de um sistema constituído por planetas. A influência do Sol sobre os vários níveis de consciência da Terra está-se ampliando. Ao ajustar-se às novas conjunturas energéticas, o ser humano pode tornar-se capaz de reconhecer aspectos internos do Sol e de relacionar-se conscientemente com ele. Assim, seus corpos encontrarão menos dificuldade em suportar o acréscimo da incidência dos raios solares sobre a Terra, o que é fundamental nestes tempos de purificação. No mundo tangível, o Sol é a imagem mais perfeita da Energia Única. É mais que um símbolo, pois em sua luz visível e na invisível está a vida mesma do Logos. A realidade subjetiva do Sol sempre foi conhecida pelos Iniciados e apresentada ao povo de forma mítica pelas religiões. A essência material do Logos projeta-se em distintos níveis: o físico, o anímico e o espiritual. O Sol anímico e o espiritual são velados pelo Sol físico. Os três sustentam tudo o que evolui no sistema solar. A coligação com o Sol espiritual, a que os antigos egípcios chamavam Amom-Rá, é feita por sintonia interior. Uma vez estabelecida, o Sol físico torna-se símbolo vivo de sua Presença, e a respiração, meio de contato com o seu poder curativo, com a eletricidade invisível que dele emana. Essa coligação nada tem a ver com a adoração de uma divindade externa, mas diz respeito ao relacionamento com a própria Vida, impalpável e indizível, que sustenta todos os seres. Uma parte da energia do Sol espiritual - na Terra representado pelo Regente Solar, Mhayhuma - projeta-se até o centro do planeta e ali se exprime como seu núcleo de vida, Sol interior. 
O relacionamento do ser humano com a consciência solar expande-se quando ele toca o nível espiritual, o do corpo de luz, já que a partir daí tem mais acesso a âmbitos extraplanetários. Aprofunda-se quando ele se polariza no nível monádico, pois a mônada tem maior possibilidade de contato com as Escolas Internas, onde passa por uma formação e é preparada para seu trajeto cósmico. Também para os planetas de sua órbita, o Sol é a princípio símbolo do Absoluto, a instância mais elevada com a qual interagem diretamente. Porém, à medida que evoluem, eles atingem em consciência outros núcleos, até mesmo extragalácticos. Os limites dessas expansões são determinados pela potência dos Espelhos ativos em cada planeta, tendo em vista a meta da existência do sistema solar como um todo.

Texto extraído do livro: Glossário Esotérico

3 de julho de 2020

ELEMENTO TERRA

Princípio que possibilita à energia tomar formas, plasmar-se, tornar-se tangível. Alguns filósofos antigos, como Xenófanes de Cólofon, tinham-no como elemento primordial, origem de todos os demais e do universos palpável; diziam que tudo sai da terra e tudo volta à terra e que as raias sutis desse elemento se estendem ao infinito - o que se aplica ao nível físico cósmico. O elemento terra representa a contraparte corpuscular, substancial, da energia, a matéria-prima com a qual se constrói o "Corpo do Cosmos". Para qualquer ideia ou propósito concretizar-se, certa maestria na interação com esse elemento é necessária aos encarregados de sua materialização, pois uma obra só se consolida com a presença dele. Embora suscite a impressão de imobilidade, retesamento e densidade, esse elemento possui também as características de tenacidade, firmeza e estabilidade, a capacidade de coesão e de entrelaçamento equilibrado de forças opostas.

Texto extraído do livro: Glossário Esotérico

8 de junho de 2020

NUVENS E PENSAMENTOS


O céu é o nosso portal para os espaços infinitos do universo. No nível humano, ele pode ser comparado aos vastos e inexplorados domínios da mente. Por extensão, as nuvens são como os pensamentos, que afloram, vagam pelo nosso campo visual, agrupam-se e depois se dissipam no silêncio sem fronteiras do eu espiritual. Quando olhamos para o céu, temos a impressão de que flutuamos para longe e nos faz divagar, descontraídos, rumo à consciência ampliada do nosso lugar num universo que está muito além do que podemos calcular ou até mesmo imaginar.
As nuvens podem formar semimandalas interessantes - sejam elas cumulus roliços, com vales e picos suaves; ondulações num céu encarneirado; delicados cirus, como fios de cabelo sedosos flutuando na estratosfera, ou nimbostratus cinzas e carregados de chuva, que nos envolvem como um cobertor e nos lembram de que a água é a fonte da Vida.

Texto extraído do livro: Mandalas da Natureza

3 de junho de 2020

O ELEMENTO AR

A leveza, a capacidade de estar igualmente nos altos cumes e nas profundezas dos vales, e uma sutileza etérea são características do elemento ar. Ele imprime na matéria uma vibração positiva, de caráter masculino, que pode facilitar ao ser aproximar-se dos mundos supramentais. Como exprime uma energia que se encontra em grau vibratório semelhante ao do éter, serve de instrumento para o contato da vida formal com planos sutis. Nem todas as nuanças do elemento ar foram reveladas à humanidade, pois é a próxima Raça, a Sexta, regida por Indra, o Senhor do Ar, que penetrará os seus arcanos mais profundos. O ar qualifica o nível intuitivo, nível em que os seres humanos estarão despertos após consumar-se a purificação planetária, e por isso novas características desse elemento se farão perceptíveis ao homem já sutilizado. Nesta época de mudança e de transição, na qual a Raça atual se aproxima de seu destino e a vindoura, a Sexta Raça, vai sendo preparada, a Hierarquia trabalha pela elevação do homem. A consciência humana e a vida na superfície da Terra recebem estímulos intensos para abrirem-se ao amanhã e para transcenderem a intelectualidade. O elemento ar está ligado aos planos superiores ao da personalidade, por isso auxilia de modo especial essa transcendência. A possibilidade de a energia da vontade-poder, o Primeiro Raio, utilizar o elemento ar como meio de expressão é pouco conhecida hoje; porém, grande é o potencial desse elemento para atuar como base de trabalho desse Raio, promovendo deslocamentos de forças e estruturas, mesmo no nível físico concreto. Essa característica apresenta-se em parte nos furacões e em outros fenômenos naturais, que se tem intensificado.


  1. Texto extraído do livro: Glossário Esotérico

13 de abril de 2020

OS ELEMENTOS

Na sociedade ocidental, temos a tendência de considerar só quatro elementos: Terra, Ar, Fogo e Água. Na cultura grega, Aristóteles (384 - 322 a.C.) atribuía propriedades a cada um desses elementos: a Terra era fria e seca; a Água, fria e úmida; o Fogo, quente e seco; e o Ar, quente e úmido. Esses quatro elementos estavam encapsulados dentro de um quinto - o Éter ou Quintessência. Os budistas também falam a respeito desse quinto elemento. Todos os elementos, é claro, são componentes essenciais da vida, mantidos em perfeito equilíbrio.
Você pode encarar os elementos como aspectos da sua natureza interior, assim como de forças exteriores. A Terra é o elemento que se relaciona à fisicalidade, à saúde, às posses materiais e ao trabalho. Do ponto de vista psicológico, o elemento Terra mantém você com os dois pés no chão e lhe proporciona um sentimento de estabilidade e segurança. O Ar é associado à mente, ao pensamento e ao intelecto, assim como à comunicação, pois ele é um veículo para o som. A Água simboliza a emoção, com a sua propensão para o fluxo e para transformar o terreno onde passa, ao mesmo tempo que se adapta à forma do recipiente onde está. O Fogo simboliza a paixão e a inspiração e, na sua capacidade de transmutar uma substância em outra, ele pode causar uma transformação prejudicial, purificadora ou alquímica.
O simbolismo dos elementos é usado nas tradições de cura orientais, assim como em sistemas divinatórios como o Tarô, a Cabala, o I Ching e a Astrologia. Ao meditar sobre os elementos, você pode entrar em contato com o significado simbólico que eles tem na sua psique e usar esse significado para promover uma transformação interior, provocar uma sensação de calma e descontração ou até melhorar a sua saúde. 

Texto extraído do livro: Mandalas da Natureza
Autora: Lisa Tenzin-Dolma