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"A verdadeira sabedoria para vivermos neste planeta, consiste em percebermos que este é um grande e frágil ser vivo, se pensarmos em relação a vastidão do Cosmos.

Cada planta e animal, faz parte de um complexo sistema de inter-relações onde a mais frágil das criaturas tem o seu papel para manter o equilíbrio e a vida na Terra.

Quando entendemos e assimilamos esta realidade para nossas vidas, tudo se torna compreensível, belo e sua interação com a natureza é plena."

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3 de dezembro de 2020

NATUREZA E SUPRANATUREZA

Natureza
É um conjunto de forças, seres, leis e energias que compõem a contraparte material da manifestação de um Logos (núcleo de consciência e de pura energia, que pode ser o ponto focal para a criação e sustentação de um universo). Por ter a mente desenvolvida em algum grau e por exercer o livre-arbítrio dentro de certos limites, o reino humano pode seguir ou não às leis da Natureza. No Plano Evolutivo estava previsto que ele conhecesse essas leis e colaborasse na sua obra, mas não foi o que de modo geral ocorreu. A natureza de um planeta está incluída em uma vida mais ampla e a harmonia que procura manter tem em vista conjunturas tanto planetárias como extraplanetárias. Assim, quando a ordem e o equilíbrio de um planeta se perdem, as forças da Natureza reagem, conduzidas por consciências cósmicas que sabem qual é o Plano Maior, não só para ele mas para o universo no qual está inserido. Essas forças que a Natureza possui representam para ela o mesmo que a capacidade de agir, sentir e pensar representa para o homem: são os meios de ela conduzir como uma entidade que também tem desenvolvimentos a fazer e um programa de evolução a cumprir. Um dos propósitos para o homem futuro será o contato consciente com as metas da Natureza, hoje ocultas, e o auxílio na sua realização, o que poderá suceder tão logo ele se integre nas energias e leis da Supranatureza.
Supranatureza
Inteligência regedora da Natureza; poder e vida que a anima e sustém sua evolução. É regida por leis suprafísicas, com as quais a humanidade deverá interagir conscientemente no ciclo futuro. É a face oculta da Natureza e nela ancoram o poder e a vontade do Logos planetário. As civilizações intraterrenas relacionam-se com a Supranatureza assim como a humanidade da superfície terrestre se relaciona com a Natureza. Hoje, época de transição, alguns membros desta humanidade principiam a contatar a Suprenatureza, a título de preparação para a fase vindoura e como meio de prestar maior serviço ao mundo.

Texto extraído do livro: Glossário Esotérico

24 de setembro de 2020

NATUREZA




A NATUREZA COMO UM SER PURO
 A natureza expressa o estado de espírito puro e harmonioso que almejamos na meditação. O processo de nos aceitarmos como somos na natureza nos deixa conscientes da progressão simples presente em todas as formas de vida em nosso planeta: nascimento, morte, regeneração. Essa consciência traz com ela um sentimento profundo de conexão espiritual. Diante da constatação de que todas as coisas vivas são uma expressão do espírito, dissipam-se as dualidades do bem e do mal, da razão e da emoção, que o filósofo do século XVIII Jean - Jacques Rousseau considerava o resultado do desenvolvimento da humanidade desde a condição de "bom selvagem" até a de ser humano "civilizado".
Quando olhamos a natureza de uma perspectiva mais ampla vemos um vasto sistema interativo que viabiliza a preservação da vida em todas as suas formas - um grande drama representado pela chuva e pelo sol irradiando energia de crescimento, pelo vento dispersando sementes e por predadores assegurando o equilíbrio natural entre as espécies animais. A teoria de Gaia, proposta por James Lovelock nos anos 60, vê a Terra como um organismo "inteligente", que regula e sustenta a si mesmo e reajusta-se constantemente para manter o equilíbrio necessário à sobrevivência. Assim como cada célula do corpo tem uma finalidade específica na manutenção da saúde, funcionando em conjunto para criar um todo intrincado e coerente, cada componente da natureza contribui para o bom funcionamento de todo o organismo, na complexa teia da vida. Nós mesmos somos parte dessa teia e para ver isso basta confiar, em vez de temer, os nossos ciclos de vida e morte.
A natureza não é apenas um ser puro. Da beleza natural nós tiramos inspiração e alimento interior. Em caso extremo isso acaba por se transformar num assombro que nos convence da riqueza da vida e do seu valor espiritual. Um sentimento de integridade e perfeição nos eleva, fazendo brotar em nós um senso de comunhão com a força criativa que dá vida a todas essas numerosas formas e existe dentro de cada uma delas. Entrando em sintonia com esse sentimento, nós nos afastamos do nosso eu cotidiano, tornando-nos não meras testemunhas ou participantes, mas algo muito mais significativo - uma espécie de depositário de beleza, de significado e de alegria.
O sentimento de alegria, embora requeira meditação profunda para despertar plenamente, pode surgir de maneira mais diluída quando contemplamos a natureza externamente, em várias atividades. Caminhar na cidade ou no campo, nadar, escalar montanhas ou simplesmente sentir o sopro da brisa na pele, tudo isso desperta e aguça os nossos sentidos e ajuda a afastar da mente os problemas e distrações do dia a dia e as suas desconfortáveis exigências: desempenhar um papel, travar lutas pelo poder, demonstrar assertividade e tomar parte da competição de egos. O ato de se sentar em silêncio para contemplar um cenário ou detalhe da natureza nos permite entrar no mundo selvagem, transcender as formas externas rumo à unidade e à universalidade, conhecer a simplicidade da inteligência pura que subjaz às formas e compreender a infinidade.

23 de setembro de 2020

NATUREZA


 A Inspiração


Muitas pessoas optam por viver em meio à natureza para se nutrir de bons pensamentos. O psicanalista suíço-alemão Carl Gustav Jung (1875-1961), cujas ideias abriram os horizontes da mente e ampliaram o nosso conhecimento da vida interior, era um defensor do poder terapêutico da natureza. Jung fazia questão de morar perto de uma porção de água, que ele considerava um símbolo do inconsciente coletivo e da sabedoria intuitiva. Jung foi profundamente influenciado por Blake, Wordworth, Coleridge e Goethe, poetas românticos que escreviam sobre a necessidade que a alma sente da beleza do mundo natural. Tipicamente, de acordo com a visão de mundo romântica, não existe separação entre a natureza e o espírito. 
Essa profunda afinidade, contudo, já era reconhecida muito antes do século XIX. Lao Tsé, filósofo chinês do século VI a.C. e autor do Tao Te King, livro que inspirou tantas pessoas, associou o mundo natural aos atributos humanos e fez dos seus versos instruções para uma vida de retidão. Ele escreveu sobre o Tao, a força vital misteriosa e abrangente. Quando entramos em sintonia com a natureza, podemos perceber essa força vital fluindo através de muitas formas naturais. " O bem supremo é como a água", escreveu ele. " A água dá vida a dez mil coisas e não disputa. Ela flui por lugares que o homem abomina e por isso abeira-se do Tao".

6 de junho de 2020

NATUREZA


  RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL

A natureza como restauração espiritual é um tópico da literatura de muitas culturas diferentes. Na Grécia antiga, o filósofo Aristóteles afirmava que "em todas as coisas da natureza existe algo maravilhoso". Segundo a tradição cristã, Jesus passou quarenta dias e quarenta noites no deserto, combatendo os seus demônios interiores - drama que culminou no seu aparecimento como um grande mestre. Segundo o poeta, cientista e pensador alemão Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), sempre que se consegue o melhor da natureza humana, isso é um reflexo da beleza e da totalidade do universo. Em seus trabalhos científicos, ele insistia em afirmar que nem sempre é necessário buscar as razões por trás dos fenômenos do mundo natural e que muitas vezes é mais apropriado simplesmente apreciá-los pelo que são. O filósofo e místico alemão Jacob Boehme (1575-1624) falava em reconhecer Deus em cada folha de grama. A poesia de Rumi, mestre sufi do século XIII, descreve a vida do espírito como algo contido e expresso em todos os aspectos do mundo natural. A literatura mundial é rica em referências à natureza como fonte nutriz para a alma.

A natureza é agradavelmente descomplicada. Como o espírito, ela transcende fronteiras e não está sujeita a divisões culturais e religiosas. A flor nunca pensa em ser árvore; ela se curva diante da força do vento, alimenta-se do sol e da chuva e oferece de bom grado o seu néctar às abelhas e borboletas que passam. Os ritmos da vida são aceitos sem questionamento pelas plantas e animais, e assim aprendemos com a natureza uma grande lição sobre como seguir o fluxo da vida, sem travar uma luta inútil contra o inevitável. Como sabe qualquer pessoa que entre em sintonia com a natureza, todas as coisas fazem parte de um fluxo do universo e tem o seu lugar na interdependência global. E como tudo o que existe na natureza é uma expressão do sagrado, nela reconhecemos um poder infinito.

O outro fator-chave que liga a natureza ao refazimento interior é, evidentemente, o contraste que existe entre ela e a sociedade: a natureza pode ser um meio de reclusão, um lugar onde se vai para ficar sozinho. No Oriente, especialmente na China e no Tibete, os mosteiros em geral ficam em regiões afastadas, no alto das montanhas. Isso permite que o buscador espiritual das verdades se distancie dos dramas cotidianos da vida secular. Quando vivemos uma vida tranquila e cheia de paz, com respeito pelo meio ambiente e pelas suas dádivas e desafios, podemos purificar a nossa mente e deixar que o nosso eu espiritual brilhe através dela. Muitas comunidades pequenas e auto-sustentáveis, estribadas em valores como a harmonia com a natureza, o despojamento e a disposição para ajudar o próximo, sabem o quanto essa ideia é cativante.


É claro que podemos passar pela experiência do tranquilo isolamento em meio à natureza sem precisar nos distanciar demais da rotina social de todo dia. Podemos nos sentar em meio a um bosque, uma região rural, e observar a natureza em atividade à nossa volta - dependendo da época do ano, minhocas cavando os seus túneis na terra, insetos ajudando as plantas a se polinizar, passarinhos procurando gravetos para construir o ninho. Ou podemos nos sentar à beira de um rio, de um lago ou do mar e observar o fluxo da água, a matéria da vida. Se quisermos uma visão de tirar o fôlego, podemos nos deitar no chão numa noite enluarada e observar a procissão de estrelas no céu. A revitalização do espírito está em tudo ao nosso redor e até os moradores da cidade a tem ao seu alcance em parques e jardins.

12 de abril de 2020

FLORES


As flores são um símbolo universal de beleza, juventude e delicadeza, mas em muitas culturas elas podem simbolizar inocência, paz, espiritualidade e a transitoriedade da vida ou o êxtase puro do paraíso. Representação do ápice da natureza, elas podem contrair numa imagem notável todo o ciclo de nascimento, vida, morte e renascimento. Mais relevante para a meditação, no entanto, é o simbolismo espiritual que certas flores carregam há milhares de anos.
O lótus, cujas raízes ficam no lodo e as lindas e imaculadas inflorescências nascem na superfície dos lagos, há muito tempo simboliza a iluminação - a capacidade que temos de evoluir a partir dos elementos escurecidos do eu material e de expressar a beleza da alma na nossa vida diária.

Texto extraído do livro: Mandalas da Natureza