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"A verdadeira sabedoria para vivermos neste planeta, consiste em percebermos que este é um grande e frágil ser vivo, se pensarmos em relação a vastidão do Cosmos.

Cada planta e animal, faz parte de um complexo sistema de inter-relações onde a mais frágil das criaturas tem o seu papel para manter o equilíbrio e a vida na Terra.

Quando entendemos e assimilamos esta realidade para nossas vidas, tudo se torna compreensível, belo e sua interação com a natureza é plena."

27 de julho de 2014

DEVAS



O corpo físico humano está, em grande proporção, sob o controle desses seres angélicos, que ajudam na sua formação e que modelam suas formas .É muito raro, todavia não impossível, que um Deva tome uma encarnação humana, no entanto, muitos seres humanos altamente evoluídos tomam uma encarnação dévica. 
Os Devas aproximam-se frequentemente dos humanos, procurando desenvolver neles o amor à beleza e estimular-lhes a imaginação. Através de séculos, todos os grandes artistas, poetas e músicos foram guiados e inspirados por um destes seres. Quando o homem, em seu mais alto veículo, aspira à beleza e procura expressá-la ao seu redor, mesmo primitivamente, penetra na corrente dévica. 
Sabem que, em certa época da história, a Grécia tornou-se um centro de arte e de beleza. Aconteceu isso porque, naquela época, o reino dévico focalizou todas suas forças, na esperança de poder adiantar a evolução da humanidade, inspirando-lhe o amor ao belo. Infelizmente, depois de um certo tempo, veio a decadência.Agora, nestes últimos anos, os Devas conseguiram, de novo, tocar a humanidade. Sob essa influência, os homens começam a rejeitar os preconceitos e serem mais sensíveis à beleza, à cor e ao som. 



Os Devas, pelo contato estreito com um ser humano que, tendo recebido deles graça e beleza, lhes dá, em retorno, gratidão, amor e pensamentos puros, elevam-se a um plano mais próximo da Divindade. O homem, apesar de se haver degradado, dando largas às suas paixões inferiores, permanece divino no íntimo de sua natureza. É sua parte divina que, quando desperta, aspira à união com Deus. É a mesma parte que, em meditação, tem o poder de entrar em contato com o mundo dos Devas. 
Jesus de Nazaré podia andar sobre as águas, em virtude de ter recebido a iniciação dévica do elemento água. Ele utilizou Seu poder sobre esse elemento para purificação e cura da humanidade. O mesmo aconteceu com São Francisco de Assis em relação aos contatos com o reino animal. 
Quando compreendermos que há muitas e muitas dimensões, ainda desconhecidas, e vários sentidos aguardando desenvolvimento, a vida se tornará mais atraente. 



Os Devas não têm corpo, sua matéria é translúcida, cintilante e de belas cores irisadas, lembrando um pouco as asas das libélulas. Às vezes, quando encontram um ser humano, consciente de sua proximidade, irradiam cores parecidas com às da chama ou as da opala de fogo. Outras vezes, quando são atraídos a um jardim, por alguém que ama a Natureza, tomam cores das mais magníficas tonalidades, azuis, lilases e verdes. Os Devas, que residem nos cimos das montanhas, têm tonalidades de branco-pérola, rosadas, ouro-pálido e lilás. Os das florestas são de um verde-suave, como os primeiros brotos de árvores, passando para um verde mais profundo e azulado. 
Ao estabelecermos contato com um Deva, poderemos ser agraciados por um serviço cheio de amor, e nada perderemos com isso. Porém, em sua presença, devemos sempre cuidar para que nossos pensamentos sejam puros e fraternais com todos, pois, se o fogo aquece, pode também queimar. A terra, tão boa e generosa, pode ser às vezes um pântano perigoso. O ar traz uma brisa agradável, mas também um furacão destruidor. A água de uma calma baía pode transformar-se em ondas furiosas. Assim, pela forma dos nossos pensamentos, podemos provocar nos Devas o que é belo ou o que é destrutivo, porque refletirão os nossos próprios pensamentos e emoções, pois não à dualidade no mundo dévico, já que assumem ampla gama de tarefas nos demais níveis e a serviço do Plano Evolutivo. 

Texto extraído do site: http//:www.anjodeluz.net/devas/os_devas:.html

30 de junho de 2014

CARVALHO


Força Essencial

Somos uma amostra da vida vegetal que dá abrigo, auxílio e força a todos e acolhe toda a vida, inclusive a humana, como temos feito por muitas eras. Nosso espírito está em todo lugar, a nossa força inteira está dentro de vocês, mas ainda precisamos que as poderosas árvores fiquem firmes e se propaguem para trazer o nosso poder à Terra.
Saudamos o nascer do sol junto com você. Sabemos que pessoas como você vão garantir que a Terra não seja privada de seres como nós. Se a humanidade quiser ter força física, o que é imprescindível para funcionar nesta Terra, é preciso que a vida vegetal esteja distribuída de maneira uniforme no planeta. Isso é necessário não apenas para a respiração da pele da Terra, mas para que haja qualidades como as que nós canalizamos (que tem seu equivalente em vocês) e para o nosso veículo físico. A humanidade perderá seu domínio sobre a Terra, perderá a si mesma, a menos que os carvalhos permaneçam vivos.
Temos grande amor pela humanidade, mais do que a maioria das árvores. estivemos muito ligados através dos tempos. Vamos aonde vão, doando generosamente a nossa madeira. Você nos encontra em todos os lugares e, onde quer que haja um carvalho, ali estamos unindo nossas forças. Somos antigos. Que possamos continuar a ser antigos por todas as terras, e que o amor entre nós se torne mais intenso e benéfico.

Mensagem extraída do texto: O Chamado das Árvores

28 de junho de 2014

WU SAN DJI TAO

O Caminho do Venerável Guerreiro

Saudação ao Céu e a Terra. O Céu e a Terra juntos formam o homem, a natureza e todas as coisas.
O homem sai em busca de conhecimento, ele pede conhecimento ao Céu e traz esse conhecimento para si, para o seu interior e depois tudo o que está dentro de si, que ele aprendeu, o que ele trouxe para o seu interior, ele devolve, através de seus atos, ao mundo, e o mundo lhe devolve mais sabedoria. Aí o homem aprende, e abre seu coração ao mundo. E quando o coração do homem está aberto, pleno de bondade e quietude, todos os pássaros vem cantar em seu jardim.
O homem depois que atingiu certo grau de conhecimento, sabedoria, parte em busca de novas fronteiras. Ele vai em busca de mais sabedoria, e ele procura aos céus, e os céus, generosamente lhe dá mais sabedoria. Então esta sabedoria ele incorpora a si e procura novamente transmitir tudo ao mundo, mas as pessoas muitas vezes não o compreende, e este homem será agredido. Ele se defende e retira todos os obstáculos do caminho, mas suas forças não são suficientes e pede então, ajuda aos céus, e mais força vem. E como um tigre, como uma cegonha, ele limpa seus obstáculos e prossegue.
E novos rumos, novos caminhos se abrem a sua frente e o homem chega ao mar. Ele senta-se à beira da praia e observa o fluir das ondas, que é como sua própria vida que pulsa em seu interior. Assim ele procede e percebe que sua vida é um ir e vir, e aí ele compreende isso e não se assusta com esse ir e vir.
O homem passa a observar a natureza dos animais. E como esses animais ele vai seguindo seu caminho. Mas o homem, que se considera a maior e melhor obra do Criador, olha e inveja os animais que alçam vôo em liberdade, o homem deve sair então para a luta e ele continua a enfrentar os obstáculos da vida, lutando como um tigre em sua luta na floresta.
Ao caminhar pela floresta, o tigre não faz barulho, ele é silencioso, o tigre é silencioso. Ele, na realidade é tão leve quanto o bater das asas de uma cegonha. Tão leve, tão suave, assim deve ser o homem em sua caminhada pelo mundo. Ele deve caminhar sem fazer barulho algum, sem fazer alarde.
O caminhar dos homens pela vida deve seguir os mesmos exemplos dos animais, que com sabedoria e naturalidade passam a viver as suas vidas, com uma profunda perfeição. Assim deve ser o Tai-Chi do homem, que encontra a sua força no seu interior, para expandir, doar a sua força.
E assim o homem deve continuar seu caminho, em todas as direções, para todos os lados, andando, interagindo com a natureza que o cerca.
Ao caminhar pela vida, enfrentasse muitos obstáculos a sua frente. Certas vezes, a vida do homem é muito turbulenta, e ele se encontra no Céu, e as vezes nas mais tortuosas e profundas dores da Terra. Mas quando se chega ao fundo, o outro caminho sempre é para cima. Então o homem volta-se para o Céu e novamente retorna à Terra e prossegue sua jornada pela vida em busca de novos horizontes. E agora, o caminhante chega a um ponto muito importante de sua caminhada: Ele se depara com uma montanha. E agora, o que é que o caminhante faz? 
A montanha significa e simboliza um grande obstáculo na vida de cada um de nós. Se o obstáculo existe, ele tem que ser enfrentado, porque temos que transpô-lo, e o discípulo Tai-Chi saberá enfrentar o obstáculo de modo Tai-Chi. Mas não fugirá à luta, jamais, pois sabe o discípulo que a montanha e todas as coisas que existem no seu caminhar são elementos para a sua experiência na Terra. Ao enfrentar a montanha na forma do Tigre, ele usa de toda sua força para vencer este obstáculo. O tigre luta na forma Tai-Chi. O homem enfrenta a montanha como um guerreiro, ele não foge dos obstáculos de sua vida.
Mas ainda ele continua lutando, porque não é fácil vencer ou subir a montanha. O guerreiro prossegue. Ele usa a energia do seu interior, expande essa energia, e segue a sua jornada, lutando e 
prosseguindo, enfrentando todas as dificuldades com suavidade e força, defendendo-se dos inimigos, e então libera a sua força e vence. Ataca como um tigre, e defende-se como um tigre.

Nosso guerreiro encontrou sua montanha e a enfrentou com todo seu espírito de guerreiro, porque ele compreendeu que a montanha em seu caminho era um desafio, que deveria ser aceito, que deveria ser vivido e valia a pena ser experimentado. E nosso guerreiro então partiu e lutou, mas ele não ganhou nem perdeu, simplesmente porque esta vida não é um jogo de ganhar ou perder, é apenas a vida, só a vida. Continuando no seu caminhar o homem agradece este presente do céu e retorna à sua jornada na Terra. Nosso guerreiro depara-se agora com um lago, um grande lago. O que ele faz diante do lago? Depois de enfrentar a montanha, o que ele faz diante do lago?
O lago, de águas calmas e brilhantes, simboliza um problema do interior do guerreiro, um problema espiritual, que não pode ser enfrentado com socos e pontapés, como enfrentamos a montanha (problema externo). Com o lago (problema interior - do espírito) diante de si, procura então, com a máxima suavidade possível, caminhar sobre as águas deste lago, com leveza, suavizando o corpo, o espírito, tornando-se leve como o vento, leve como a pluma, leve como o espírito, atravessando o lago até chegar a sua margem e então, após ter atravessado, olhará para ele, e para os novos horizontes.
Após atravessar o lago, nosso guerreiro continua caminhando, seguindo seu caminho, deparando-se com novas situações e experiências, até que nosso caminhante se depara com o bruxo, com o mago. O que fazer diante do bruxo? O que é o bruxo?
O bruxo representa as barreiras do desconhecido que estão dentro de cada um de nós. Como vencer o bruxo?
O sentimento de terror e a ignorância, só poderão ser conquistados, se desafiados, e o nosso guerreiro não tem medo. Ele luta, ele vence, como uma flecha, ele encontra e transpassa o medo com coragem, como uma flecha atirada, que só passa depois de atravessar seu alvo, nada o detém. Aí então o bruxo estará morto pela flecha da sabedoria, e quando o bruxo está morto, um novo horizonte se defronta aos olhos de nosso caminhante. Um horizonte novo, liberto das amarras do bruxo.
Depois de ter enfrentado seus fantasmas, nosso venerável guerreiro caminha, guiado pela sua consciência, e encontra o monge, o mestre, o sábio, o orientador. Que fará nosso discípulo diante disso?
O monge é a figura do Orientador, aquele que pode dirigir, orientar a vida de todo homem na face da Terra. O homem passa por situações onde sua energia, sua força, seu trabalho, seu caminhar se tornam desorientados, sem rumo. A figura do orientador, do mestre, que todos têm a oportunidade de encontrar pela vida, poderá colocar este discípulo em novo caminho, novo rumo.
Ao encontrar o monge, nosso guerreiro recebe uma orientação, e ele volta-se para um novo horizonte, um novo caminho. Calmo, ele prossegue nesse caminho, acreditando que o mestre tenha mostrado o caminho perfeito. No entanto, depois de dar uns três passos, este nosso guerreiro depara-se com um abismo. Mas que mestre é esse que me tira de um caminho de andar seguro onde eu estava, muda totalmente minha rota e após eu andar três passos me deparo com um abismo? Que mestre é esse?
O abismo significa o encontro do nosso próprio vazio interior. Quando o mestre diz: _Vá por essa estrada e o discípulo vai e olha, ele encontra a si próprio, e ele percebe dentro de si o grande abismo da ignorância, o grande abismo volteado de escuridão, de medo, de pavor, terror dentro do seu próprio interior. Um imenso abismo, um imenso vazio. Mergulhar fundo nesse abismo é a grande solução. Retornar é o caminho dos covardes, e nosso guerreiro não é covarde, ele aceita o desafio do abismo, mas sabe que depois de mergulhado no abismo não há mais retorno. Nosso guerreiro deve mergulhar e ir até o fundo, chegando ao fundo deverá levantar-se e virar. O homem do passado deixará de existir, haverá a morte de um homem e o nascimento de um novo guerreiro. Antes desse momento, nosso guerreiro lutava contra a vida, contra as intempéries do mundo, das coisas. Agora 
essa luta acabou. Começa outra, onde ele é levado a enfrentar as suas próprias batalhas interiores, o grande dragão adormecido no interior de sua própria alma.

O nosso guerreiro se encontra no fundo do abismo, envolto pela escuridão. E, como uma serpente, ele rasteja pela lama do fundo do abismo, sem enxergar uma direção a seguir, continua rastejando, sujando-se na lama. Ele percebe, que como a serpente, ele deve se levantar-se, erguer-se para avistar novos horizontes.
O que significa esse rastejar no fundo do abismo? Significa o maior momento de conflito, momento de destruição, momento da morte de todo orgulho. A morte de um ser que caminhava em uma direção e tinha uma perspectiva de vida, porém o sábio mestre, o sábio monge o dirigiu a um abismo e lá colocou-o no fundo desse abismo com intenção de morte. Nosso caminhante chegou ao fundo do abismo e percebeu a sua condição humana, aprendeu como a serpente, que deve erguer-se, levantar-se para enxergar o horizonte distante. Deste momento em diante, ocorre a morte do velho guerreiro e surge então o novo guerreiro, que busca no horizonte distante uma luz, que é onde ele quer chegar.
Nosso guerreiro estava olhando a luz lá no horizonte distante, não é mesmo? Então ele resolve ir a caminho da luz. Mas ele percebe uma coisa estranha. Quanto mais ele caminha em direção à luz, mais distante ela fica dele. Nosso caminhante, vendo esse detalhe, para. Medita sobre isso. Descobre, e então diz a si próprio: _Vou em direção oposta. E caminha em direção oposta a luz, e a luz chega até o guerreiro. Por que isso? O que é que o nobre guerreiro descobriu? Por que caminhando no sentido oposto ele encontrou a luz? O que é a luz?
Nosso guerreiro deixou a sua jornada pela terra em busca de compreensão própria, em busca de sua própria essência espiritual, em busca da luz. Caminhou, caminhou, caminhou e encontrou todos os tipos de obstáculos e só encontrou a luz no momento em que ele olhou para o espelho e viu ali a si próprio refletido. Caminhou para dentro e chegou à luz. Após encontrar a luz, a felicidade começou a brotar, e esse homem então se torna um liberto e então passa a voar, passo a passo. Nosso guerreiro, que está próximo de seu lar, de sua própria casa, de onde partiu, esta ave que voa simboliza o espírito liberto retornando ao lar.
Após encontrar a luz, que simboliza o encontro com sua própria natureza, o encontro consigo mesmo, este jovem discípulo galgou, como uma ave que voa ao ninho para alimentar seus filhotes, aquela ave que parte do ninho em busca de alimento para si próprio e para os seus, esse mesmo discípulo retorna, como esta ave, para o seu lar. Nosso discípulo retorna ao lugar de origem, retorna ao grande Tao, de onde saiu. Do Tao que era seu lugar original. E este homem já não sabe mais o que é o Céu , nem a Terra, pois ele, e toda a natureza, tudo o que está a sua volta, na verdade são uma coisa só. Assim nosso guerreiro encontra a sua própria natureza. Sejam esse indivíduo que caminha. O homem sai da luz e à luz retorna. Assim como a água que sai do próprio oceano vai para o céu e cai como gotas de chuva e orvalho, e sai da nascente distante, formam pequenos riachos, os contornam montanhas e os vales, e se juntam a outros rios, formando outros rios, mas não há outro destino pra o rio senão retornar ao grande oceano de onde partiu.
Sois o Oceano. Sois a gota de água, que está em peregrinação nos pequenos riachos da vida. Em breve, amados discípulos, chegarão ao oceano. Aquele que compreende isso, que é apenas uma gota d’água, que basta se soltar sem esforço, que certamente a gota, suave e naturalmente chegará até o oceanos. Soltem-se. Não lutem com a vida, não se debatam com ela, deixe tudo fluir naturalmente, deixem teu ser passar pela vida como a água desce uma montanha. O encontro com o mar é inevitável. Por que temer, por que buscar tão ardentemente algo que já é de vosso merecimento?
Tudo está perfeito. Tudo é maravilhoso.