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"A verdadeira sabedoria para vivermos neste planeta, consiste em percebermos que este é um grande e frágil ser vivo, se pensarmos em relação a vastidão do Cosmos.

Cada planta e animal, faz parte de um complexo sistema de inter-relações onde a mais frágil das criaturas tem o seu papel para manter o equilíbrio e a vida na Terra.

Quando entendemos e assimilamos esta realidade para nossas vidas, tudo se torna compreensível, belo e sua interação com a natureza é plena."

14 de maio de 2015

REINO ANGÉLICO




Seu campo de ação é basicamente os planos espirituais; é ainda misterioso para a humanidade da superfície da Terra, embora esteja próximo dela. Também chamado de Hierarquia Angélica, os seres que fazem parte dessa Hierarquia não tem corpos físicos e, portanto, só podem ser contatados nos níveis de consciência subjetivos. A Hierarquia angélica constitui setor de outra, a Hierarquia dévica. Entre suas tarefas está a de estimular a evolução do ser humano no plano espiritual, transmutar cargas psíquicas do mental e do emocional e conduzir vibrações harmonizadoras até o plano etérico do planeta. Há membros dessa Hierarquia - simbolicamente denominados "anjos das nações" - que focalizam e distribuem a energia superior para nações inteiras. O ser humano estabelece ligação com a energia angélica e a ajuda a fluir com liberdade sobre o mundo quando se concentra em realidades internas e isentas de conflito. 

Extraído do livro: Glossário Esotérico

12 de maio de 2015

APRENDENDO COM A ÁGUA

A água é um guia gentil e delicado para o que os taoístas e budistas chamavam de "modo de vida correto". Na história de Sidarta, o príncipe indiano que se tornou o Buda enquanto meditava embaixo da árvore Bodhi, um velho balseiro lhe ofereceu inspiração e profundo entendimento. O nome dele era Vasudeva. Esse balseiro tinha passado a vida toda transportando na sua balsa viajantes que queriam atravessar um rio e, durante esse tempo todo, observara os temperamentos e maneiras de pensar dessas pessoas. Vasudeva sugeriu gentilmente a Sidarta que ele prestasse atenção à água. Foi então que, na superfície espelhada, ele viu os rostos e as vozes de todas as pessoas que ele amava, à medida que se fundiam com o todo maior. Sidarta percebeu, assim, que o rio era o rio da Vida, compartilhado por todos os seres, que clamam os seus anseios, sofrimentos e alegrias à medida que o rio os acolhe em seu abraço. A água corre em direção a um objetivo, o mar, juntando-se a outros rios que afluem de todos os lados; e a água jorra da nascente e também cai das nuvens em forma de chuva. Essa constatação que tocou tão profundamente Sidarta levou-o à experiência da unidade, ou nirvana.
O propósito natural do rio é fluir para o mar e essa pode ser considerada uma metáfora da necessidade profunda que temos de nos conectar à fonte espiritual. O processo de meditação é comparado a um mergulho num oceano de paz, e os pensamentos são vistos como bolhas subindo à superfície da mente. Se o mar indica maturidade e experiência (sabedoria infinita), o seu extremo oposto é a nascente (energia infinita). A meditação sobre uma nascente pode ajudar você a recuperar o aspecto infantil e alegre do seu ser. O poço, com o seu simbolismo a meio-caminho entre o mar e a nascente, representa a sabedoria do inconsciente que pode vir, ou ser trazida, à tona e usada de modo apropriado - embora exista também uma forte conotação de cura mística.

Texto extraído do livro: Mandalas da Natureza
Autora: Lisa Tenzin-Dolma

10 de maio de 2015

A FLORESTA VIVA

A floresta é uma rede complexa de formas vitais interdependentes - mas ainda assim rica em significados para o meditador. A iluminação da floresta é suave e difusa, muitas vezes salpicada de sombras onde os raios de sol se infiltram por entre as folhagens. Essa luz esverdeada, combinada com uma silenciosa quietude, pode nos dar até mesmo a sensação de estar debaixo d'água. Porém, se aguçamos os ouvidos, notamos que a floresta não é silenciosa. O roçar das folhas, os arrulhos e guinchos das pequenas criaturas e o canto agudo dos passarinhos fazem, todos eles, parte da experiência sensorial. O aroma penetrante das folhas e das cascas das árvores, da terra e do barro desperta o nosso olfato, suscitando lembranças e evocando emoções a elas associadas.
A floresta representa abrigo ou refúgio, embora também preserve uma atmosfera de mistério que nos ajuda a entrar mais em sintonia com o mistério infinito do eu espiritual.
Os sábios e ermitões de muitas histórias de cunho espiritual se refugiam na floresta para sentir a simplicidade da vida em meio à natureza. Na floresta é possível encontrar tudo de que precisamos para sobreviver: abrigo, combustível, comida. Na transitória floresta, os ciclos da natureza são claramente visíveis. Meditando sobre uma folha ou semente, por exemplo, podemos abrir uma vereda que nos leve para o núcleo sereno do nosso próprio ser.

Texto extraído do livro: Mandalas da Natureza